“Dust-Devils”
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  TÉCNICAS E TEORIAS

Geralmente achamos que as térmicas são mais quentes que o ar a sua volta, mas na verdade o critério para uma térmica é que seja simplesmente mais leve que seus circuncidantes.

Em muitas áreas úmidas as térmicas elevam-se, não porque sejam mais quentes mas porque contêm mais vapor de água que o ar circundante. Esta situação ocorre freqüentemente em dias úmidos e abafados que criam as tempestades em áreas úmidas.

Em dias quentes e claros é comum Ter uma camada muito próxima ao solo que é superaquecida. Esta camada é chamada superadiabática, ela tem um índice de variação térmica maior que o índice de resfriamento das térmicas. Em conseqüência, a diferença entre a temperatura térmica e a do ar a sua volta torna-se progressivamente maior à medida que as térmicas ascendem através desta camada.Por isso as térmicas aceleram-se para cima. A ascensão das térmicas em camada superadiabática tende a Ter diâmetro, punção e força menores. Elas são mais comuns em áreas secas e ensolaradas.

E dão origem aos “dust-devils”.

Os “dust-devils” ocorrem quando uma térmica eleva-se  em condições superadiabáticas. O ar que precipita para preencher a área sob a térmica, geralmente, tem um movimento rotativo se estiver fluindo por algum tempo, devido ao efeito Coriolis*. Quando este ar reúne-se, seu rodopio aumenta. Este rodopio logo perderá seu ímpeto, exceto pelo aceleramento térmico que “estende” o ar verticalmente e torna a coluna da rotação  mais estreita, à medida que fica mais alto.

Algumas vezes os “dust-devils” alcançam uma nuvem térmica mas, geralmente detêm-se abaixo, permanecendo apenas a 100m de altura. Entretanto em algumas áreas desertas eles podem elevar-se a uma grande altura, cerca de 1.000m, quando as térmicas fortes e contínuas existem em abundância. Nessas áreas, a altura do “dust-devils” indicará a altura mínima da térmica e sua duração. Entretanto, algumas vezes os “dust-devils” subsistem além da produção de boa elevação, como muitos infelizes pilotos já descobriram.

A grande maioria dos “dust-devils”  giram no sentido anti-horário no hemisfério norte e no sentido horário no hemisfério sul. Eles são fenômenos de baixa pressão. Os poucos que giram na direção oposta são provavelmente artefatos de rotação que iniciaram através da turbulência ou movendo-se próximo a um penhasco.

É muito importante entrar numa térmica de “dust-devil” indo contra o fluxo, por razões de segurança. Se você juntar-se ao rodopio na mesma direção do fluxo, experimentará um vento de popa forte e súbito que pode te estolar. Se entrar contra o fluxo, experimentará um vento de proa crescente, que proporcionará uma boa maneabilidade.

A intensidade do “dust-devil” pode ser muito variável, de acordo com seu tamanho e índice de rotação. Na verdade alguns “dust-devil” já desabaram casas, como tornados. Embora os “dust-devils” pareçam mini tornados, eles são causados por condições do solo e originam-se na superfície, enquanto os tornados desenvolvem-se das nuvens.

Dentro dos limites dos “dust-devils” pode-se encontrar uma forte turbulência. Esta turbulência já destruiu alguns aeroplanos e deixou outros fora de controle.

Essas Terríveis possibilidades levam-nos a formular as seguintes regras de segurança em vôo:

·        Não entre em “dusts” abaixo de 1000 pés.

·        Não entre em “dust-devils” abaixo do topo da poeira visível.

·        Não utilize “dust-devils” excessivamente grandes e violentos em altitudes baixas.

·        Use a direção oposta a rotação do “dust-devil”

·        Localize uma térmica baseada em “dust-devil” à esquerda (hemisfério norte) ou à direita (hemisfério sul) do caminho do “dust-devil”.

·        Os “dust-devils”  recém formados são os melhores indicadores de térmicas.

 

(Coriolis - tendência na qual todos os objetos movimentando-se no hemisfério norte viram-se para a direita e todos os objetos no sul do equador tendem-se para esquerda)


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